Sojicultor: confira o que vale a pena ficar de olho na semana que vem

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque.


  • O mercado da soja caminha para o final do ano ainda de olho no clima e nas condições de desenvolvimento da nova safra da América do Sul, com destaque para as safras de Brasil e Argentina. A migração da demanda chinesa para os portos brasileiros também chama a atenção. No lado financeiro, os mercados continuam acompanhando o avanço da variante Ômicron e seus impactos econômicos ao redor do mundo.


  • As condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras do Sul do Brasil e de boa parte da Argentina continuam piorando frente a previsão de falta de chuvas regulares e volumosas nas próximas semanas.


  • Embora na Argentina ainda não tenhamos problemas importantes de umidade até o momento, os mapas apontam para chuvas abaixo da média ao longo dos meses de janeiro, fevereiro e março nas principais províncias produtoras no país. Ainda não podemos falar em perdas produtivas, mas se as previsões se confirmarem, a produção argentina será colocada em xeque.


  • No Brasil, já há problemas importantes consolidados na Região Sul, com destaque para o Paraná. Boa parte do estado sofreu com a falta de chuvas ao longo de todo o mês de dezembro, o que trouxe problemas para o desenvolvimento das lavouras de soja, com destaque para a região oeste. Já é possível estimar que a produção paranaense será menor do que a estimada inicialmente, com perdas de pelo menos 10%. Apenas o retorno das chuvas poderia minimizar as perdas, mas não é isso o que as previsões indicam.


  • No Rio Grande do Sul, a falta de chuvas também tem castigado boa parte das lavouras. Apesar disso, como o período de plantio e desenvolvimento é um pouco mais tardio, não é possível falarmos em perdas irreversíveis até o momento. Entretanto, os mapas de previsões também apontam para pouca umidade nas próximas semanas. Somado a isso, é possível que a falta de umidade leve a não semeadura das últimas áreas reservadas à oleaginosa, visto o risco climático crescente.


  • Já na faixa central do país, o que preocupa é o excesso de umidade que traz alguns problemas na reta final do desenvolvimento das lavouras (Centro-Oeste e Sudeste) e pode trazer problemas para os trabalhos de colheita.


  • Estes problemas climáticos que podem trazer reduções importantes na produção de soja da América do Sul é o que traz fôlego para Chicago. A medida em que as previsões de pouca umidade forem se confirmando, Chicago continuará ganhando força. Apenas uma grande mudança nos mapas pode alterar este cenário.


  • No lado da demanda, a migração das compras chinesas para os portos brasileiros, mesmo em um cenário de problemas produtivos, naturalmente tira um pouco da força da demanda sobre Chicago, o que é um fator limitante para as altas, mesmo que de forma pontual.

Fonte: Canal Rural

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