Soja inicia semana com realização de lucros em Chicago acompanhando derivados e trigo

A semana começa com os preços da soja em queda na Bolsa de Chicago. Por volta de 9h44 (horário de Brasília) desta segunda-feira (28), os futuros da oleaginosa recuavam entre 18,00 e 20,00 pontos nos principais contratos, com o maio sendo cotado a US$ 16,90 e o julho a US$ 16,59 por bushel.


O mercado devolve parte das altas registradas na semana anterior e espera por novas informações que possam fazer os preços voltarem a subir. Enquanto isso, no radar dos traders permanece o foco sobre a guerra, o comportamento da demanda e a espera pelo novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a área de plantio da safra 2021/22 a serem reportados no dia 31.


"Na próxima quinta-feira teremos o relatório trimestral de estoques e áreas de plantio, o que poderá levar o mercado a fazer tomada de lucros antecipadamente, já que os fundos estão muito bem comprados em commodities agrícolas", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. "O clima seco no meio Oeste americano poderá ser o grande trunfo que os altistas podem levantar para comprar o mercado", complementa.

No complexo soja o dia é também de baixas. Farelo e óleo recuam neste início de semana, bem como o trigo, que perde mais de 3% nesta segunda-feira, com a primeira posição sendo cotada a US$ 10,63 por bushel.


"Durante o final de semana, Rússia e Ucrânia se mostraram mais amistosos em aceitar mudanças estratégicas.A Rússia parece disposta em aceitar que poderia mudar o foco militar para Donbas na região Leste da Ucrânia e onde os russos tiveram menos dificuldades e até certo ponto ocuparam a região sem tanto esforço", afirma o diretor do Grupo Labhoro.


Sousa lembra ainda que "segundo especialistas, o foco na região leste permitiria um fôlego aos russos na região oeste, onde encontraram maiores dificuldades e ao mesmo tempo permitiria que a grande safra de primavera no oeste ucraniano iniciasse suas atividades de plantio, onde os produtores tentam preparar o solo para inicio na primeira quinzena de abril"

Fonte: Notícias Agrícolas

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