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Prêmio para soja melhora nos portos. É hora de vender?

  • Foto do escritor: Jean
    Jean
  • 21 de nov. de 2023
  • 2 min de leitura

Os prêmios de exportação de soja nos portos brasileiros melhoraram, mas ainda estão negativos para a maior parte dos vencimentos. É o momento de vender o grão? Para o consultor João Birkhan, CEO do Sim Consult, não. O recomendável é segurar um pouco mais até que haja uma mudança.

“Com uma quebra de safra já está instalada no Brasil, que sejamos, então, compensados por um preço melhor para não fechar o ano em um negativo”, diz ele, em vídeo divulgado pela internet. Levantamento do Sim Consult aponta que, para janeiro, o prêmio é positivo em US$ 0,50 sobre o contrato de mesmo vencimento em Chicago. Para março, há um deságio de US$ 0,20, e, para maio, de US$ 0,85, em relação aos mesmos vencimentos na bolsa. Na segunda-feira (20/11), a soja fechou em alta em Chicago, com o mercado de olho, principalmente, no clima na América do Sul, com atraso no plantio da safra do Brasil. O contrato para janeiro ajustou para US$ 13,67 o bushel (+US$ 0,27). Com o prêmio para o mês, seriam US$ 14,17.

O contrato com vencimento em março de 2024 terminou a segunda-feira cotado a US$ 13,83 o bushel. Colocando o prêmio negativo para o período, o valor de referência seria de R$ 13,63. Para maio, a soja fechou a R$ 13,95 o bushel, mas o prêmio negativo reduz o valor para R$ 13,10. “Os prêmios já melhoraram bastante em relação ao que estavam antes, mas só tem uma maneira de fazer subir. É não vender enquanto estiver negativo”, diz Birkhan. “É a grande oportunidade que temos agora”, acrescenta. Milho e trigo A segunda-feira foi de alta também para o milho na bolsa de Chicago. Os lotes para dezembro de 2023 fecharam cotados a US$ 4,69 o bushel, e o contrato para março de 2024, a US$ 4,87. Nos dois vencimentos, altas de US$ 0,02 em relação à sexta-feira.

Já o trigo foi na contramão e encerrou a sessão em queda. O contrato para dezembro de 2023 caiu US$ 0,07, para US$ 5,43 o bushel. Os lotes para 2024 ajustaram US$ 5,70 (-US$ 0,05) Bolsa de Nova York Em Nova York, s contratos futuros do café arábica para março, os mais negociados, subiram 2,7%, a US$ 1,7115 por libra-peso. Para o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, a alta desta segunda-feira é técnica, motivada principalmente pela queda do dólar em relação a uma cesta de moedas.

Quando o dólar recua, a tendência é que os preços das commodities subam. “É muito mais um realinhamento financeiro em cima da perspectiva de que o Fed [Federal Reserve] será mais brando [em relação aos juros nos EUA] em 2024. Isso provocou um aumento dos preços das commodities, e o café pegou carona”, diz. Os contratos futuros do cacau para março, os mais negociados, caíram 1,4%, a US$ 4.051 por tonelada. Queda também para o algodão. O contrato de maior volume negociado, março de 2024, teve baixa de 0,32%, a 81,25 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar teve dia de alta. O contrato mais negociado, março de 2024 encerrou a segunda-feira valendo 27,56 centavos de dólar por libra-peso (+1,4%). Outra commodity que encerrou com valorização foi o suco de laranja. Os lotes para janeiro subiram 2,4%, a US$ 4,258 por libra-peso.

Fonte: GloboRural

 
 
 

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