Grãos e complexo soja disparam com escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia

O mercado de grãos e do complexo soja voltaram do feriado nos EUA registrando altas bastante expressivas, reagindo principalmente à escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia. Assim, por volta de 7h50 (horário de Brasília), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago subiam quase 30 pontos na manhã desta terça-feira (22), levando o maio a US$ 16,30 e o julho a US$ 16,26 por bushel.


Acompanhando altas de mais de 4% no petróleo, os futuros do óleo de soja subiam quase 3% na CBOT, o farelo mais de 1%. Entre os grãos, milho e trigo subiam mais de 2% em Chicago, ambos os mercados intimamente ligados às questões sobre russos e ucranianos. Sobe forte também o gás natural.


No final da tarde de ontem, o presidente da Rússia Vladimir Putin ordenou o envio de tropas ao leste da Ucrânia ao reconhecer duas repúblicas que se autoproclamam separatistas. A ordem promoveu uma nova escalada nas tensões e fez todos os mercados reagirem imediatamente, bem como fez os EUA e alguns países da Europa voltarem a ameaçar Moscou com mais sanções.


Putin segue negando qualquer invasão efetiva, embora cerca de 150 mil soldados russos ainda estejam em regiões de fronteira com a Ucrânia, o que continua mantendo o sinal de alerta ligado, especialmente entre oficiais norte-americanos. O primeiro ministro britânico, Boris Johnson, deu uma declaração afirmando que "a invasão da Ucrânia começou".


Em seu pronunciamento, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky voltou a afirmar que não considera abrir mão de qualquer parte do território de seu país, bem como voltou a reforçar o pedido de apoio e ajuda de países aliados. Ao mesmo tempo, porta-vozes do Kremlin voltaram a culpar os EUA pela escalada das tensões diante de suas declarações que afirmam que a Rússia estaria pronta para uma invasão.


Na manhã desta terça, Vladimir Putin participou de uma reunião com seu conselho de segurança.


Ao lado das questões geopolíticas, o mercado de soja também segue de olho em seus fundamentos, acompanhando as perdas se agravarem na América do Sul e como o comportamento da demanda - principalmente a da China - deve se desenhar nas próximas semanas. Os traders também se preparam para receber os novos e primeiros números da safra 2022/23 que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz em seu fórum anual, que acontece entre 24 e 25 deste mês.


Fonte: Notícias Agrícolas

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