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Fertilizantes: preços sobem no curto prazo e só voltam a ceder em novembro

Embora com espaço para altas no curto prazo, os preços dos fertilizantes deverão seguir em patamares baixos até o final do ano, após a queda das cotações do produto no primeiro semestre. É o que projeta o relatório Visão Agro, da Consultoria Agro do Itaú BBA, divulgado nesta segunda-feira (31/07).


O mercado, que passou por fortes altas em 2022 e preocupação com a disponibilidade de produto com a guerra entre Rússia e Ucrânia, presencia uma retomada das cotações para as principais matérias-primas.


Segundo a análise do braço de agronegócios do banco, a oscilação para baixo nos preços se deve à menor demanda do primeiro trimestre dos Estados Unidos e da União Europeia, além das compras mais "espaçadas" diante de condições climáticas desfavoráveis ao campo.


Brasil e Índia, no momento, são os países mais importantes do lado da demanda e estão com estoques maiores em relação a 2022, o que pode atrasar as compras nos dois locais.

Do lado da oferta, o mercado está abastecido, após o receio sobre a disponibilidade de produto diante dos episódios da Guerra, informou o banco.


Para a consultoria StoneX, os preços devem ceder a partir de novembro, quando o mercado de fertilizantes volta a operar normalmente e as necessidades desses produtos caem naturalmente pelo calendário das safras.


Ureia


É no mercado de nitrogenados que o aumento chama a atenção. Diante de alguns problemas internacionais simultâneos, a ureia chegou a um valor 50% maior para os produtores, afirma a StoneX.


De acordo com o Itaú, o preço da ureia CFR Brasil, após atingir o valor de US$ 277,5 por tonelada em junho, começou a reagir com as altas recentes no mercado europeu do gás natural, principal matéria prima para a produção de nitrogenados.


"Além disso o último leilão indiano de ureia trouxe uma demanda adicional pelo país, a qual não foi totalmente absorvida, dado que os indianos não conseguiram o fornecimento total de acordo com os preços desejados", aponta o relatório.

Se houver grande disponibilidade de ureia, o direcionamento indiano será fator determinante para novas altas dos preços.


No mercado doméstico, os produtores que precisam dos nitrogenados para os próximos meses podem estimular novas elevações dos preços, os quais ainda estão abaixo das médias históricas.


Potássio

O potássio, que subiu cerca de 5% nas últimas semanas, de acordo com a StoneX, deve aumentar mais 10% devido ao reflexo do aumento da produção em 2022 em países como o Canadá, que representa 39% das origens das importações brasileiras de KCl no acumulado de 2023.

No Canadá, uma greve nos portos de Vancouver e de Prince Rupert até o último 13 de julho também interferiu para a subida no preço do potássio, já que os locais são responsáveis por boa parte do escoamento do produto. Se voltarem a acontecer paralisações, a disponibilidade do produto pode ser afetada.

Fosfatados

Quanto aos fosfatados, a expectativa é de alta disponibilidade no mercado internacional por conta das exportações da China, maior país produtor de fósforo. Por outro lado, o início da demanda de Índia e Brasil pode aquecer o volume de negociações.

 
 
 

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