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Exportação de soja do Brasil tem forte início em junho. Valor da tonelada recua

A exportação de soja do Brasil até a segunda semana de junho registrou média diária de 768,3 mil toneladas, alta de 61,5% ante o registrado na média do mesmo mês completo de 2022, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira.


O volume embarcado de soja no acumulado do mês até a segunda semana somou 4,6 milhões de toneladas, versus 9,99 milhões de toneladas em junho completo do ano passado, segundo a Secex.


As informações preliminares da Secex apontam, por ora, uma alta mais forte na comparação com as projeções de embarque do setor privado.


A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou na semana passada aumento de mais de 30% nas exportações da oleaginosa em junho versus o mesmo mês de 2022.


O Brasil deverá exportar volumes recordes de soja em 2023, acima de 90 milhões de toneladas. De janeiro a junho, a Anec projeta embarques de 64,45 milhões de toneladas.


Exportadores tiram proveito da grande produção brasileira, enquanto focam a oleaginosa antes da chegada de maiores volumes do milho, com a colheita da segunda safra em seu início. O cereal tende a disputar espaço nos portos com a oleaginosa nos próximos meses.


A exportação de milho neste mês ainda está mais fraca. Atingiu até a segunda semana média diária de 38,5 mil toneladas, versus 47,1 mil ao dia no mesmo mês completo de 2022, segundo a Secex.


Fonte: Reuters


Ao quadro Agroexport desta semana, o diretor de conteúdo do Canal Rural, Giovani Ferreira, explicou como a exportação do complexo soja vem crescendo de janeiro a maio de 2023, embora isto esteja resultando em um menor volume cambial.


“Estamos exportando mais grãos, farelo e óleo, mas não só por conta da safra recorde. Também temos a quebra de safra na Argentina, que está colhendo uma safra abaixo de 25 milhões de toneladas de um potencial de 50 milhões de toneladas”, contextualizou. Segundo ele, esse cenário gera uma demanda que acaba sendo atendida pela produção brasileira. “Estamos exportando mais com uma receita menor. Isso se deve a Chicago que, de uns três meses para cá, veio de 14 a 15 dólares por bushel para 12, 12,5 dólares por bushel”, disse.


Com isso, ele aponta que o câmbio dos últimos cinco meses também impactou.


Conforme Giovani, nos cinco primeiros meses de 2023, o complexo soja atingiu R$ 32,6 bilhões de dólares em exportações, o que é 15% superior ao valor do ano passado. “Porém, estamos recebendo menos pela tonelada média. São 5% a menos”, afirmou.


Fonte: Canal Rural

 
 
 

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