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Como deve ser o próximo ciclo de preços das terras agrícolas no país

As cotações de alguns dos principais itens da pauta de exportações do agronegócio brasileiro, como a soja e a carne bovina, têm se mantido em queda durante boa parte deste ano. De maneira quase silenciosa, a desvalorização das commodities já tem reduzido a liquidez no mercado de terras agrícolas e pesado sobre os preços das áreas dedicadas à atividade agropecuária no país.


Levantamento da S&P Global Commodity Insights, que a Globo Rural obteve com exclusividade, mostra que o preço médio das terras agropecuárias chegou a R$ 25.429 por hectare no Brasil no segundo trimestre de 2023. O valor é 4,57% superior à cotação média do mesmo período de 2022, mas representou uma queda de 0,54% em relação ao primeiro trimestre deste ano — e os sinais são de que o recuo deve persistir nos próximos meses.


“No período de abril a junho de 2023, reportou-se um desaquecimento nos negócios de áreas rurais. Com a queda do preço da terra, algumas ofertas têm sido retiradas do mercado, em função do descompasso em acordos entre ofertantes e compradores”, disseram na pesquisa os analistas Leydiane Brito e Gabriel Faleiros.


Segundo eles, o aumento na oferta de grãos tem pressionado os preços das commodities, o que, por sua vez, tem diminuído os retornos dos agricultores com as vendas da produção. [...]


“Os elevados custos de capital, decorrentes das altas taxas de juros, as incertezas sobre o crescimento econômico no Brasil e o atraso nas vendas de grãos dos agricultores contribuem para desacelerar as negociações de terras”, comentaram os especialistas da S&P Global Commodity Insights.


As vendas aceleradas de soja que se viu nos últimos anos acompanharam momentos de “boom” nos valores da commodity. A S&P lembrou que os preços das terras aumentaram acentuadamente desde o início de 2020, puxados tanto pela boa rentabilidade dos agricultores quanto pelo aumento da área de cultivo da oleaginosa no Brasil.


“No entanto, em 2023, a expectativa é de que a rentabilidade volte aos patamares históricos, desestimulando investimentos (...) Há um viés de baixa para o mercado (de terras) no próximo período, pois a perda de liquidez é um indicativo de que o mercado pode recuar para um patamar de preços mais baixos", afirmaram os analistas Leydiane Brito e Gabriel Faleiros.


Fonte: GloboRural

 
 
 

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