Clima seguirá como fator importante na formação de preços agropecuários, diz Ipea

Ao falar sobre as perspectivas para a formação de preços agropecuários em 2022, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ressalta que o clima deve seguir como fator importante para o mercado agrícola. A análise, elaborada em parceria com o Cepea a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quarta-feira (1º), também apresenta um panorama sobre os principais grãos produzidos no país.



O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, destaca o peso do clima na formação dos preços dos produtos agropecuários. Além disso, o diretor aponta que “os preços internacionais apresentam tendência de crescimento graças ao movimento de recomposição de estoques por parte de diversos países e ao aquecimento da demanda por grãos, principalmente os destinados para ração animal”.


No terceiro trimestre deste ano, houve certa estabilidade em patamares elevados dos preços domésticos, na comparação com o trimestre anterior. No caso da soja, os baixos estoques no período e a demanda aquecida (tanto externa, quanto doméstica) justificaram a alta.


O preço do milho, que subiu em julho e agosto com as preocupações com o desenvolvimento da safra, caiu em setembro graças ao avanço da colheita. A alta do trigo foi impactada pelas preocupações com o clima, a boa demanda doméstica e a elevada paridade de importação. [...]


Produção de grãos


Mesmo diante de problemas climáticos e alta no custo de produção, o levantamento do Ipea prevê nova alta na oferta de grãos no país.


“Para 2022, os dois principais grãos – soja e milho – contarão com estimativa de produção positiva, o que pode contribuir para uma maior oferta no mercado doméstico”, sinalizou Ana Cecília Kreter, pesquisadora associada do Ipea e uma das coordenadoras da publicação. “Além disso, o Brasil é um dos principais produtores e exportadores da maior parte das commodities analisadas neste estudo. Qualquer mudança na estimativa de produção brasileira impacta também os preços internacionais”, complementa a pesquisadora. [...]


Fonte: Canal Rural

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