Câmara aprova mudança de regras de ICMS sobre combustíveis, texto vai para sanção

Por Eduardo Simões


(Reuters) - A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira proposta que altera as normas de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis e a medida, uma das propostas que busca reduzir o preço desses produtos ao consumidor final, irá à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a Agência Câmara de Notícias, o texto aprovado prevê a incidência por uma única vez do ICMS, um tributo estadual, sobre os combustíveis com base em uma alíquota fixa por volume comercializado e única em todo o país.


Essa alíquota será definida por decisão unânime do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz), levando-se em conta as estimativas de evolução do preço dos combustíveis de modo que não haja ampliação do peso proporcional do tributo na formação do preço final ao consumidor.


As novas regras valerão para gasolina, álcool combustível, diesel e biodiesel, gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural.


Bolsonaro frequentemente culpa o ICMS cobrado pelos Estados pela alta dos combustíveis nas bombas, o que é rebatido por governadores, que são contrários a mudanças nas normas de cobrança do imposto e apontam que elas levarão a uma perda de arrecadação dos entes.


Apesar das críticas de Bolsonaro, os preços dos combustíveis nas refinarias têm sido alvos de constantes reajustes anunciados pela Petrobras, cuja política de preços acompanha a variação da cotação do barril de petróleo no mercado internacional.

Na quinta-feira, a estatal anunciou um novo aumento em suas refinarias de cerca de 25% para o diesel e de quase 19% para a gasolina, na esteira dos ganhos nas cotações do petróleo no mercado internacional em função da guerra na Ucrânia.


Também na quinta, e após o anúncio do reajuste pela Petrobras, o Senado aprovou com placar folgado projeto que cria uma conta de estabilização de preços para combustíveis e a proposta será agora analisada pela Câmara dos Deputados.


Reuters

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